PF apura se R$ 16 milhões desviados da previdência de Palhoça foram usados na compra de imóveis
29/10/2026
(Foto: Reprodução) PF mira grupo suspeito de fraudar R$ 16 milhões no fundo de previdência dos servidores de Palhoça
Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (29) a operação Casa de Palha para investigar o desvio de cerca de R$ 16 milhões do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Palhoça (IPPA). Os crimes ocorreram em 2013 e teriam sido usados na compra de imóveis e veículos registrados em nome de outras pessoas.
Os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ligados aos investigados, sendo um Palhoça e três na cidade vizinha de São José, todas na Grande Florianópolis.
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Também foi solicitado bloqueio de valores, a indisponibilidade de bens e o sequestro de veículos e embarcações dos suspeitos e de empresas.
Procurada, a prefeitura afirmou, por meio do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Palhoça (IPPA), que os eventos sob apuração ocorreram exclusivamente no exercício financeiro de 2013 e que a atual administração do IPPA presta irrestrita cooperação com a Polícia Federal e o Poder Judiciária (íntegra no fim do texto).
"O IPPA repudia condutas que violem as normas de governança, conformidade e prudência aplicáveis aos regimes próprios de previdência. Os recursos geridos pela entidade pertencem aos servidores municipais e destinam-se à garantia de suas aposentadorias e pensões. A autarquia reafirma sua confiança nos órgãos de fiscalização", disse.
Agora no g1
Com 222 mil habitantes, segundo o Censo 2022, Palhoça é o sétimo município mais populoso de Santa Catarina e o terceiro maior da Grande Florianópolis.
Segundo a PF, auditorias da Secretaria de Previdência (SPREV) identificaram que as aplicações financeiras foram feitas sem as formalidades exigidas.
A apuração indica que parte do dinheiro desviado pode ter retornado para os agentes públicos envolvidos no esquema. Os crimes apurados são de gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
As investigações serão aprofundadas a partir da análise do material apreendido a fim de se encontrar novas evidências e pessoas envolvidas na atividade criminosa.
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O que disse o município
O Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Palhoça (IPPA) vem a público esclarecer os fatos relativos à deflagração da Operação Casa de Palha pela Polícia Federal, ocorrida em 29 de outubro de 2026. A ação policial cumpriu mandados nos municípios de Palhoça e São José para aprofundar investigações sobre a aplicação irregular de recursos previdenciários em fundos de investimento, com prejuízo estimado em R$ 16 milhões, além de apurar supostos crimes de gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O Instituto destaca à sociedade e aos segurados que os eventos sob apuração ocorreram exclusivamente no exercício financeiro de 2013, sob a responsabilidade de gestão anterior da autarquia. Na época, os investimentos foram autorizados sem o cumprimento das formalidades legais exigidas. Cumpre destacar que, já no momento daquelas apurações iniciais, o ex-presidente da instituição foi imediatamente exonerado do cargo. Além dessa medida, a própria autarquia formalizou representações perante o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC) e a Secretaria de Previdência (SPREV), cujas auditorias técnicas fundamentaram a apuração policial em curso.
A atual administração do IPPA presta irrestrita cooperação com a Polícia Federal e o Poder Judiciário, disponibilizando acesso integral a documentos, balancetes e sistemas contábeis. Ressaltamos ainda que o IPPA não foi alvo de buscas ou mandados.
Por fim, o IPPA repudia condutas que violem as normas de governança, conformidade e prudência aplicáveis aos regimes próprios de previdência. Os recursos geridos pela entidade pertencem aos servidores municipais e destinam-se à garantia de suas aposentadorias e pensões. A autarquia reafirma sua confiança nos órgãos de fiscalização e o compromisso permanente com a legalidade, a transparência e a preservação do patrimônio previdenciário dos servidores de Palhoça.
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