Joinville ganha bairro planejado que promete transformar mercado imobiliário em SC
28/05/2026
(Foto: Reprodução) O mercado imobiliário de Santa Catarina vive um momento de alta demanda, o que é benéfico para moradores e investidores. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado já ultrapassa 8 milhões de habitantes e ocupa a segunda posição entre os que mais crescem em população no Brasil. Em Joinville, maior cidade do estado, já são mais de 600 mil pessoas, com um crescimento de 10 mil habitantes por ano.
Muitas pessoas de todas as regiões do Brasil buscam morar no estado para ter acesso a melhores oportunidades de vida e trabalho, e esse movimento tem impactado o preço dos imóveis. Segundo o índice FipeZAP, o valor médio do metro quadrado em Joinville está em R$ 7.615, patamar que supera diversas capitais brasileiras e reforça a valorização contínua da cidade.
Ao mesmo tempo, estudos da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam uma mudança no comportamento do consumidor imobiliário, que passou a priorizar projetos que ofereçam conveniência, segurança e contato com a natureza. A qualidade de vida se tornou um dos principais critérios de decisão na compra de um imóvel.
É para atender esse mercado que nasce a Cidade das Águas, bairro planejado que pretende mudar o conceito de urbanismo em Joinville. O empreendimento foi pensado com base em tendências de moradia e propõe um novo modelo de desenvolvimento urbano, alinhado a essas mudanças no mercado e no perfil do consumidor.
Cidade das Águas tem como base novo conceito de urbanismo
O projeto, resultado de uma parceria entre o Grupo CRH e a Hurbana, ocupa uma área de 250 mil metros quadrados que, durante décadas, abrigou a Sociedade Esportiva Recreativa (SER) Tigre, fundada em 1965. Por ser um ambiente de convivência, esporte e eventos sociais, o espaço marcou a história.
Agora, para ressignificar o endereço, o novo bairro passa por um processo de transformação para dar origem a uma nova forma de pensar o ecossistema urbano.A proposta substitui o modelo tradicional de condomínios fechados por um bairro aberto, planejado para reconectar as pessoas à escala humana da cidade e integrar diferentes funções urbanas em um mesmo território.
Todo o projeto foi estruturado para que moradores possam morar, trabalhar, estudar e se divertir em um raio de aproximadamente 15 minutos de caminhada. Essa característica contribui para otimizar o tempo e reduzir a necessidade do uso do carro no dia a dia.
— Quando olho para o terreno onde hoje nasce a Cidade das Águas, não vejo apenas um empreendimento imobiliário. Enxergo a materialização de um sonho que começou com uma simples observação das tendências globais em urbanismo. Nosso objetivo é ambicioso: queremos que a Cidade das Águas seja um catalisador de transformação urbana para Joinville — afirma Felipe Hansen, CEO do Grupo CRH.
Já a Hurbana traz para o projeto a experiência adquirida na Cidade Criativa Pedra Branca, em Palhoça, referência nacional em urbanismo planejado. Para o presidente da empresa, Marcelo Gomes, o foco do projeto é permitir um ambiente voltado à qualidade de vida.
— O verdadeiro valor reside em promover o bem-estar físico, emocional e social. A visão é criar ambientes que incentivam a convivência, a inovação e o senso de pertencimento — afirma.
Cidade das Águas
Cidade aberta aposta na convivência como fator de segurança
Um dos diferenciais mais marcantes do bairro é a ausência de muros, proposta que rompe com o modelo tradicional de condomínios fechados e aposta na ocupação dos espaços públicos como elemento central de segurança. A ideia é que ruas com fluxo constante de pessoas contribuam para a vigilância natural e para a redução de situações de risco.
Para garantir que essa dinâmica tenha sucesso, o planejamento do projeto prevê que todos os edifícios tenham fachadas ativas, com uso obrigatório do térreo para comércio e serviços, como restaurantes, lojas e academias. Essa configuração cria uma relação direta entre o espaço público e o privado, o que estimula a circulação e o uso contínuo das ruas.
— A vitalidade dos espaços abertos diminui a oportunidade para ações delituosas. Quando há presença constante de pessoas, há também mais controle social — afirma Adalberto Santos, CEO da Sigmacon, empresa responsável pelo Plano Diretor de Segurança do bairro.
Além da presença humana, o projeto aposta em tecnologia para reforçar a segurança, com câmeras de monitoramento, leitura de placas nos acessos, sistemas de vídeo com inteligência artificial e tótens de emergência distribuídos ao longo das calçadas.
Integração com a natureza orienta desenho urbano
Outro eixo do projeto é a criação de um ambiente que estimule a permanência nos espaços públicos. O planejamento foi desenvolvido de forma colaborativa, com a participação de especialistas, arquitetos e a própria comunidade para definir diretrizes voltadas ao bem-estar.
As calçadas terão 11 metros de largura em cada lado e serão pavimentadas em basalto, material que favorece acessibilidade para diferentes usos. Ainda, a infraestrutura de energia, telecomunicações e gás será subterrânea, o que elimina a poluição visual e contribui para a organização do espaço urbano.
Outro elemento central do projeto é a arborização, com o plantio de árvores adultas, como jacarandás e sibipirunas, que garantem sombra e conforto térmico desde as primeiras etapas. O objetivo é criar um ambiente acolhedor, que estimule o uso contínuo das ruas e das áreas de convivência.
Ainda, o bairro conta com áreas verdes, como o Parque Cidade das Águas, o principal espaço de contato com a natureza do empreendimento. Com cerca de 13 mil metros quadrados, o parque preserva o bosque existente da antiga estrutura, com a adição de trilhas, espelhos d’água, cascatas e áreas de convivência.
Projeto atrai investimentos e fortalece polo cultural
O desenvolvimento da Cidade das Águas já começa a impactar a economia local, com a atração de investimentos em diferentes áreas. Na educação, o bairro deve receber uma unidade do Colégio BONJA, o que amplia a oferta de ensino na região.
Na área cultural, está prevista a instalação da nova sede do Musicarium Academia Filarmônica Brasileira, que ocupará um complexo de 25 mil metros quadrados com escola de música e sala de concertos para cerca de 800 pessoas. O projeto conta com participação de empresas internacionais, como a Theatre DNA e a Nagata Acoustics, responsável por projetos acústicos de referência mundial.
O empreendimento também movimenta o setor da construção civil. Incorporadoras como Halsten e H. Marcato já desenvolvem os primeiros edifícios residenciais do bairro.
— Acreditamos que a Cidade das Águas vai resgatar a essência do que há de melhor em Joinville e trará lazer e mais qualidade de vida — afirma Luís Marcato, presidente da H. Marcato.
Primeira fase já pode ser visitada
Parte do projeto já está aberta ao público. O primeiro trecho, localizado na rua Gothard Kaesemodel, no bairro Anita Garibaldi, conta com praça pública, restaurante Casa Miti, cervejaria Beer Vai, confeitaria Doce Encanto e a Galeria Cidade das Águas, que apresenta os conceitos do empreendimento.
A estratégia permite que a população acompanhe a transformação da área ainda em fase inicial e experimente a proposta do bairro. Considerado o maior projeto de desenvolvimento urbano já realizado em Joinville, a Cidade das Águas se insere em uma tendência mais ampla de transformação das cidades brasileiras, com foco em planejamento integrado e qualidade de vida.
— Este é um novo capítulo na história de Joinville, escrito com um propósito claro: criar uma cidade mais humana, conectada e sustentável para as futuras gerações — afirma Felipe Hansen.
Para conhecer todo o empreendimento, acesse o site da Cidade das Águas.