Corpo do cão Orelha é exumado para produção de novo laudo sobre morte em Florianópolis
13/02/2026
(Foto: Reprodução) Cão Orelha era querido pelos moradores da Praia Brava, em Florianópolis
Reprodução/Redes sociais
O corpo do cão Orelha, agredido e morto em Florianópolis no início de janeiro, foi exumado. O procedimento foi confirmado pela Polícia Científica que informou, nesta sexta-feira (13), que um novo laudo deve ficar pronto em até 10 dias para detalhar a morte do cachorro comunitário.
A exumação ocorreu na quarta-feira (11). O procedimento consiste na retirada do cadáver da sepultura para realização de exames complementares.
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O cachorro vivia na região da Praia Brava, área turística da Capital. De acordo com investigação da Polícia Civil, ele foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado por moradores um dia depois e levado ao veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.
A exumação ocorreu após um pedido do Ministério Público (MP) autorizado pela Justiça. Para justificar a solicitação, o órgão afirmou que o material reunido pela Polícia Civil apresentava lacunas que impediam as promotorias de formar opinião sobre o que aconteceu.
Em laudo inicial, baseado no atendimento veterinário que o animal recebeu, a Polícia Civil sugeriu que a morte de Orelha foi causada por um golpe na cabeça por objeto contundente. Um adolescente foi apontado como autor da agressão e teve o pedido de internação provisória feito pela Polícia Civil postergado até a conclusão das novas diligências.
Nesta sexta, a Polícia Civil e a Polícia Científica afirmaram em nota que têm cumprido de forma célere todas as novas diligências e que se empenham ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça (íntegra no fim do texto).
Justiça autorizou outros 34 pedidos do MPSC após inquérito
Além da exumação do animal, outros 34 pedidos complementares sobre o caso foram aceitos pela Justiça. O documento foi obtido com exclusividade pelo colunista da NSC, Ânderson Silva na quinta-feira (12).
Os pedidos buscam aprofundar a investigação de diversos atos infracionais atribuídos a adolescentes em diversos casos investigados no inquérito. As suspeitas incluem furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos.
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O que disseram as polícias Civil e Científica
"A Polícia Civil e a Polícia Científica confirmam que têm cumprido de forma célere todas as novas diligências. As instituições têm se empenhando ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha e dos maus tratos ao Cão Caramelo".
Infográfico - cão Orelha
Arte/g1
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