Assessor de Jair Renan investigado por agredir primo após vitória de Lula pede exoneração do cargo

  • 30/10/2026
(Foto: Reprodução)
A vítima, Marcelo Ribeiro Delgado Junior, e o homem investigado por agressão, Gustavo Schiphorst Arquivo Pessoal/Reprodução Gustavo Schiphorst, assessor do vereador de Balneário Camboriú (SC) e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL), e investigado por agredir o próprio primo, pediu exoneração do cargo. A informação foi confirmada pela equipe de comunicação do político nesta sexta-feira (30). O caso de agressão ocorreu em Florianópolis, na noite de domingo (25), após o resultado das eleições que terminaram com a vitória de Lula (PT) à presidência. De acordo com o boletim de ocorrência ao qual o g1 teve acesso, a mãe, o pai e um amigo do assessor participaram da violência. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Na quarta (28), quando a Polícia Civil confirmou que investigava o caso, a assessoria de Jair Renan disse que, após a averiguação com Gustavo, recebeu a informação de que o caso se tratava de conflito familiar (leia a nota no fim do texto). Procurado nesta sexta, Gustavo pediu que a defesa fosse acionada. O g1 buscou a advogada dele e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil investiga o crime de lesão corporal depois que a família do primo de Gustavo registrou um boletim na delegacia na terça-feira (27). O caso é foi instaurado pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital. Assessor é investigado por agredir primo com garrafadas após vitória de Lula Esposa de homem agredido diz que garrafa quase atingiu filho de 1 ano ➡️ Jair Renan é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e irmão de Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil após as eleições de domingo. Neste ano, Jair Renan foi eleito deputado federal por Santa Catarina. Atualmente, ele é vereador em Balneário Camboriú. O que diz o boletim As famílias envolvidas no caso são vizinhas, moradoras do bairro Vargem Grande. Conforme o relato do B.O, Marcelo Ribeiro Delgado Junior chegou a ser atingido na cabeça por garrafas e sofreu fraturas no braço e precisou de atendimento médico no Hospital Governador Celso Ramos. De acordo com o depoimento da esposa de Marcelo à Polícia Civil, o conflito começou quando garrafas de vidro foram arremessadas contra a casa da família, quase atingindo um filho do casal. O registro não detalhou se havia comemoração na residência. Com a situação, o Marcelo foi até a casa dos agressores questionar e pedir que a ação parasse. Naquele momento, foi agredido por Camila Braun Schipthorrst e Michel Schphorrst, mãe e pai de Gustavo e tios de Marcelo. Além deles, Lucas Ferreira Amorim, identificado como amigo de Gustavo, também cometeu as agressões, segundo o relato no B.O. Ao tentar intervir para proteger o marido, a mulher relatou ter sido agredida. Após o caso, Marcelo e a esposa solicitaram uma medida protetiva contra os três familiares, que foi deferida na Justiça na terça-feira, com base na Lei Maria da Penha. Conforme a determinação, o trio foi proibido de se aproximar da família, devendo guardar uma distância mínima de 200 metros. Agora no g1 Quem é Gustavo Gustavo atuava como assessor parlamentar no gabinete de Jair. De acordo com o Portal da Transparência do legislativo municipal, ele ocupava o cargo o comissionado desde 16 de julho deste ano, com remuneração de R$ 4.441,96 e jornada de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. Além do trabalho, Gustavo é estudante de Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Após o caso repercutir nas redes sociais, o Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) afirmou que, diante da gravidade dos fatos, o caso será encaminhado às instâncias competentes da Universidade. "A Udesc esclarece que não antecipa conclusões sobre a responsabilidade individual de pessoas envolvidas em ocorrências externas que estejam sob apuração pelas autoridades competentes. Eventuais medidas disciplinares serão adotadas, quando cabíveis, mediante os procedimentos previstos nas normas da Universidade, assegurados o contraditório e a ampla defesa", disse a instituição. Íntegra da nota de Jair Renan Bolsonaro Tomamos conhecimento, por meio da imprensa, sobre episódio ocorrido na noite do último domingo, 25 de outubro, envolvendo assessor lotado em nosso gabinete na Câmara Municipal de Balneário Camboriú. Cientes dos fatos, averiguamos com o mesmo sobre o ocorrido, e nos foi relatado tratar-se de conflito familiar. Reafirmamos a nossa discordância sobre qualquer forma de violência, independentemente da sua motivação. Por fim, considerado o quanto noticiado, aguardaremos a elucidação dos fatos de nossa parte e pelas autoridades competentes, para eventuais providências, sem juízo precipitado e prejudicial contra quem nos prestou bons serviços. O que disse a Polícia Civil A Polícia Civil de Santa Catarina informa que, na data de 27/10/2026, foi registrado boletim de ocorrência do crime de lesão corporal. Foi instaurado inquérito policial pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital, que irá apurar os fatos. LEIA TAMBÉM: Carro da PM atropela motociclista durante comemoração de vitória de Lula Acidente entre carro e caminhão mata 4 pessoas na BR-470 Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/10/30/assessor-jair-renan-investigado-agressao-primo-exoneracao.ghtml


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